quinta-feira, 10 de maio de 2012

A temida guerra no Irã

Ataque provocará a 3ª guerra mundial?

Grande parte da comunidade internacional acusa o regime iraniano de desenvolver um programa nuclear para produzir armas atômicas, mas Teerã nega e alega enriquecer urânio apenas para fins pacíficos. O ministro das Relações Exteriores de Israel, Avigdor Lieberman, afirmou diante de vários membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas que o governo de Israel cogita "todas as opções" se as sanções impostas contra o Irã não dissuadirem o país a interromper seu programa nuclear.


A União Europeia afirmou que a República Islâmica "precisa suspender" suas atividades atômicas imediatamente. Os Estados Unidos também cobram medidas urgentes, eles exercem uma contínua pressão sobre o Irã, ao manterem seus porta-aviões próximos ao Golfo. O capitão John Fage disse que o USS Abraham-Lincoln e sua escolta estão no Mar de Omã, enquanto que o USS Enterprise está em trânsito no Golfo de Aden. O Irã ameaçou fechar o Estreito de Ormuz, rota por onde passam 40% da produção mundial de petróleo.

O ministro israelense afirmou que o Irã continua sendo "a maior ameaça à paz e à segurança no mundo" e expressou sua esperança de que o Conselho de Segurança tomará atitudes após as declarações das autoridades iranianas, que se mostraram a favor de "apagar Israel do mapa". Lieberman criticou as palavras do líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei. Ele disse que o Irã apoiará todos aqueles que se opuserem a Israel. Para o clérigo islâmico, o Estado judaico representa "um câncer que deve ser eliminado, e será eliminado com a ajuda de Deus".


A tensão entre Irã e Israel aumentou recentemente e, segundo um colunista do jornal "The Washington Post", o secretário de Defesa americano, Leon Panetta, está convencido que um ataque israelense sobre as instalações nucleares do Irã é iminente. Um oficial militar sênior israelense alertou que qualquer retaliação do Hezbollah a um ataque contra as instalações nucleares do Irã levaria Israel a lançar uma guerra no Líbano. O oficial, que falou com o Telegraph britânico, disse que a guerra seria tão feroz que levaria uma década para reconstruir as aldeias destruídas. De acordo com a NDTV, uma estação de notícias chinesa, o major-general Zhang Zhaozhong comentou que, “a China não hesitará em proteger o Irã, mesmo que aconteça uma terceira guerra mundial “. A China e a Rússia deixaram claro que vão vetar autorizações da ONU que contenham ações militares contra o Irã.

Washington e Tel Aviv afirmam e parecem acreditar que o ataque planejado contra o Irã será uma "guerra limitada", visando objetivos limitados e que duraria alguns dias ou semanas sem consequências graves, mas o aiatolá Ali Khamenei afirmou que o Irã vai contra-atacar com uma guerra equivalente: "Vamos atacá-los no mesmo nível que eles nos atacam", disse. Isso significa que o Irã não irá limitar a sua retaliação apenas tentando derrubar bombardeiros norte-americanos e israelenses em seu espaço aéreo ou lançando mísseis em navios de guerra, mas vai levar a guerra às metas equivalentes em Israel e nos países ocupados pelos EUA. A guerra limitada de Israel poderá se tornar uma guerra generalizada que se estenderá por todo o Oriente Médio e além.


EUA poderiam estrear "superbomba" em conflito com o Irã:

O chefe-adjunto do Estado Maior da Força Aérea para operações, Herbert Carlisle, afirmou que a superbomba "arrasa-bunker" de 13,6 toneladas é capaz de perfurar uma camada de até 65 metros de concreto antes de explodir. "O explosivo penetrador em massa é uma grande arma. Continuamos a melhorá-la. Ela tem uma grande capacidade agora e vamos continuar a aprimorá-la. Ela é parte do nosso arsenal e será um potencial se precisarmos dela nesse tipo de cenário", disse Carlisle numa conferência sobre programas de defesa dos EUA. O secretário de Defesa norte-americano, Leon Panetta, disse em entrevista publicada pelo National Journal que o planejamento para uma eventual ação militar contra o Irã começou há "muito tempo". Os EUA têm projetos concretos dos ataques sobre o território do Irã, confirmou o chefe do Pentágono Leon Panetta na entrevista dada ao canal televisivo CNN. “Acho que isto não é problema. Se nós tivermos de realizá-los, isso será feito com êxito”. Disse. 

Resumo: Israel National News, Reuters, Terra, Global Research, Voz da Rússia.

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